Seminário

I SEMINÁRIO DE CINEMA CONTEMPORÂNEO DE CURITIBA
REALIZAÇÃO CRIATIVA

O tema Realização Criativa é a espinha dorsal do I Seminário de Cinema Contemporâneo de Curitiba composto por quatro mesas e um workshop. Em cada uma das ações, profissionais e pensadores do cinema discorrem sobre temas específicos, tais como produção, distribuição, venda, limitações orçamentárias, etc. sempre tendo como linha mestra o conceito de Realização Criativa, no sentido de que, para se fazer/exibir cinema independente, é preciso encarar todos os processos da cadeia produtiva como uma atividade criativa e intrinsecamente artística, mesmo aquelas mais burocráticas.

Local: SESC Paço da Liberdade

ENTRADA FRANCA. VAGAS LIMITADAS A LOTAÇÃO DA SALA, 56 ASSENTOS.

 

DIA 01: TECNOLOGIAS E FLUXOS DE PRODUÇÃO DE CINEMA DIGITAL COM CÂMERAS SUPER 35mm DIGITAL HD E 4K
Data: 29 de maio | das 13h30 as 15h30
Uma visão geral das tecnologias e produtos para a produção de filmes em digital com captação de imagens fazendo uso de sensores super 35mm. Uma amostra das  opções que viabilizam todos os tipos de produções, desde baixo custo orçamentário  com captação em HD (High Definition) até  4K para grandes produções. Um panorama geral das opções de como se trabalhar o conteúdo de cada tecnologia em seus fluxos de trabalho, a fim de ofertar agilidade e viabilizar os trabalhos desde a captação, produção até a pós-produção.

ORIENTADOR
Erick Soares
Engenheiro de Suporte a Vendas, atuante há 13 anos na Sony, especialista em novas tecnologias e produtos no mercado de Broadcast, formado pela F.E.I (Faculdade de Engenharia Industrial – S.B.C./SP) e Pós-Graduado pela F.I.A. (Fundação Instituto de Administração- USP), acompanhou o desenvolvimento de novos produtos, servindo de interface entre clientes brasileiros e  engenharia do Japão, bem como participou de diversos eventos nacionais e internacionais.

 

DIA 02: O FILME E SEU PÚBLICO
Data: 30 de maio | das 13h30 as 15h30
Entre o ato de criação/emissão e o de recepção de um filme há um longo percurso. E não são raros os casos de filmes que, mesmo filmados e montados, nunca terminam, porque nunca chegam a seu público. Por que filmes independentes não conseguem distribuição adequada? Qual a visão do público de cinema no Brasil? Quais as estratégias para lançar um filme que está à margem do senso estético dominante?

PALESTRANTES

Adhemar Oliveira
Exibidor há 20 anos. Criador dos projetos de formação de plateia como Escola no Cinema, Curta Petrobras às 18h, e as Ações Culturais, formadas pelas sessões especiais Clube do Professor, Sessão Popular, Sessão Latina e Clubes 3.ª Idade e Jovem. Programador de 24 cinemas do Espaço Itaú, totalizando 119 salas. Também é distribuidor de filmes independentes através da Espaço Filmes.

Alberto Flaksman
Roteirista e produtor de cinema. Foi assessor da diretoria e superintendente da Embrafilme. Produtor executivo de filmes como A GRANDE ARTE (1991), de Walter Sales, EU TE AMO (1981), de Arnaldo Jabor. Entre 1985 e 1992, foi diretor e produtor executivo da Videofilmes. É assessor internacional da Ancine, além de coordenar e lecionar no curso de Formação Executiva em Cinema e TV (Film & Television Business) da Fundação Getúlio Vargas.

Luana Melgaço
De Belo Horizonte. Desde 2005 é produtora na empresa Teia, que produziu os filmes O CÉU SOBRE OS OMBROS (Sergio Borges), GIRIMUNHO (Clarissa Campolina, Helvécio Marins Jr) e QUANDO TODOS ACIDENTES ACONTECEM (Alexandre Veras / Alumbramento).

Silvia Cruz
Iniciou sua carreira na distribuidora Pandora Filmes em 2004. Atuou na área de exibição no Cine Belas Artes. Entre 2008 e 2010 trabalhou na distribuidora Europa Filmes e na produtora Coração da Selva. Recentemente, fundou a Vitrine Filmes, que atua na distribuição de filmes brasileiros e em seus dois primeiros anos distribuiu 15 títulos nacionais.

 

DIA 03: DIRETOR, LINGUAGENS E OS MODOS ALTERNATIVOS DE PRODUÇÃO
Data: 31 de maio | das 13h30 as 15h30
Com a chegada do digital e o barateamento da produção, formas alternativas de realização de filmes tornaram-se comuns. Mas que modos de trabalho são esses? É possível identificá-los, catalogá-los, categorizá-los? É desejável fazê-lo? Em que medida estes modos alternativos de produção determinam o modo de pensar o filme, e, porque não, o cinema? Como o cineasta usa o baixo orçamento a seu favor? O modo de produção alternativo gera certa condescendência por parte da crítica para com os filmes mais baratos?

PALESTRANTES

André da Costa Pinto
André da Costa Pinto é jornalista, realizador audiovisual e coordenador de Audiovisual do DECOM/UEPB. Dirigiu, produziu e roteirizou os curtas A ENCOMENDA DO BICHO MEDONHO, AMANDA E MONICK e À MINHA AMIGA: UM BREVE RELATO SOBRE NÓS. É idealizador e coordenador do Comunicurtas UEPB – Festival Audiovisual de Campina Grande.

Fernanda Peñarrita
Produtora e socióloga boliviana, já produziu cinco longas metragens. Atualmente é produtora executiva do projeto documental DURAZNO realizado com inovadoras formas de financiamento e realização, como o crowdfunding, incorporando conceitos de cinema orgânico e ecológico. É professora de produção na Escola de Cinema de El Alto.

Hernani Heffner
Formado em comunicação social – habilitação Cinema pela UFF – desenvolveu levantamentos e pesquisas em torno da história do cinema brasileiro junto à Cinédia Estúdios. Curador de Documentação e Pesquisa da Cinemateca do MAM (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro), transferindo-se para o arquivo de filmes da mesma instituição, onde atua no departamento de conservação de filmes. É professor da PUC e da UFF.

 

DIA 04: DISTRIBUIÇÃO E VENDAS DE CURTAS E LONGAS METRAGENS
Data: 01 de junho | das 13h30 as 15h30
Um dos grandes gargalos da cadeia produtiva do cinema nacional é a distribuição. Dentre os mais de 160 longas metragens feitos anualmente no Brasil, um quarto chega às salas de cinema, e destes, poucos ultrapassam a barreira dos 100 mil espectadores. Quais os caminhos para distribuição internacional? O Brasil tem alguma força no mercado internacional? Os curtas e longas brasileiros estão preparados para o mercado global? Qual o nicho de público do cinema independente no Brasil e fora dele?

PALESTRANTES

Frederico Machado
Cineasta, produtor, fotógrafo, montador, distribuidor e exibidor. Ganhou mais de 100 prêmios internacionais com seus curtas metragens. É um dos sócios da Lume Filmes, distribuidora com mais de 200 filmes lançados no mercado brasileiro, e criador e organizador geral do Festival Internacional Lume de Cinema. Finaliza no momento seu primeiro longa metragem, O EXERCÍCIO DO CAOS.

Cláudia da Natividade
Formada em filosofia e mestre em ciências sociais pela UFPR com especialização em ciência política. Em 2000 funda a produtora Zencrane Filmes. Seu primeiro longa de ficção, ESTÔMAGO, arrebatou 36 prêmios, sendo 17 deles internacionais, e foi vendido para 25 países.

Milton Alexandre Durski
Graduado em administração de empresas pela Universidade Positivo, é criador e Gerente Comercial da rede de cinema Cineplus.

 

DIA 05: POLÍTICAS DE DESCENTRALIZAÇÃO PARA O AUDIOVISUAL
Data: 02 de junho | das 13h30 as 15h30
Tendo em conta as proporções continentais do Brasil e a concentração dos recursos financeiros, profissionais e salas de cinema em uma única região do país, o governo federal vem atuando no sentido de descentralizar o acesso aos recursos públicos que possibilitem aos produtores culturais produzir em seus próprios estados e cidades. O mesmo problema acontece no estado do Paraná, em que os recursos destinados à produção audiovisual se concentram principalmente em Curitiba. Neste sentido, a mesa Políticas de Descentralização Para o Audiovisual promove o diálogo a respeito do tema.

 PALESTRANTES

Fernando Severo
Graduado em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda (UFPR) e pós-graduado em Comunicação e Cultura (UTFPR). Ganhou mais de 60 prêmios como diretor de curtas, médias e longas metragem, roteirista e montador, Realizador de filmes de longa, curta e média-metragem como diretor, roteirista e montador, tornando-se um dos mais importantes cineastas paranaenses. Ele também é professor de cinema na FAP e na PUCPR. Desde 2011 ele é o diretor do Museu da Imagem e Som do Paraná.

Guto Pasko
É diretor e roteirista de cinema e TV, sócio fundador da produtora GP7 Cinema. Foi Presidente da AVEC – Associação de Vídeo e Cinema do Paraná e atualmente atua com Diretor de Articulação Política e Integração da ABD Nacional. Dirigiu os documentários de longa metragens MADE IN UCRANIA – OS UCRANIANOS NO PARANÁ e IVÁN – DE VOLTA PARA O PASSADO.